Centralismo: a doença crónica do sistema político português

Há menos de 2 meses foi apresentado um estudo sobre a centralização e concentração em Portugal feito por alguns dos melhores economistas do país. Após alguns dias foi convenientemente esquecido. Relembramos aqui as principais conclusões:

  1. Portugal é um dos países mais centralizados da OCDE.
  2. As empresas localizadas na Área Metropolitana de Lisboa representam 77% das vendas totais a entidades da Administração Central, 62% das vendas ao Estado e 40% das vendas a entidades da Administração Local.
  3. As entidades da Administração Local mostram ser mais eficientes na contratação pública relativamente às da Administração Central, quando se medem os desvios do preço pago em relação ao preço contratado.
  4. Persistem desigualdades significativas na escolaridade entre regiões, o que põe em causa a igualdade de oportunidades dos portugueses.
  5. Os resultados dos modelos estimados mostram que uma maior autonomia das regiões em termos de receitas próprias tem um efeito positivo, e significativo, no crescimento económico.
  6. A Área Metropolitana de Lisboa especializou-se na produção de bens e serviços em que o Estado é o principal cliente.
  7. No período da crise, foram as regiões exportadoras que mais contribuiram para o desenvolvimento económico do país. A Área Metropolitana de Lisboa foi a região com o pior desempenho por concentrar grande parte da dívida privada e com um escasso sector exportador.

 

 

 

Artigos relacionados