Artigo no Observador de Vicente Ferreira da Silva, membro da Comissão Executiva.

São do dramaturgo e poeta romano Publius Terentius Afer duas expressões que vão bem com Portugal e os portugueses: “Sou um homem, nada do que é humano me é estranho” e “Enquanto há vida, há esperança”

Portugal é um país de despedidas. Umas ocorrem naturalmente. Outras são forçadas. Lembram-se da Constança Urbano de Sousa? Independentemente da vontade humana a vida continua e tenta-se, desesperadamente, suprir os vazios. António Costa despediu-se de quatro ministros mas nós não ficamos mais sós. Outros apareceram. O que corre o sério risco de ficar órfão é a explicação para o episódio de Tancos. Como tal, é necessário que a dimensão desta remodelação governamental não sirva para secundarizar as explicações que são devidas aos portugueses sobre o caso de Tancos. Questões de segurança nacional são sempre prioritárias e nunca devem ser desprezadas.

Apesar desta remodelação não ser em si surpreendente, algo me diz que foram os ditos os primeiros a serem surpreendidos com a saída do governo. Talvez Azeredo Lopes seja a excepção. Talvez? Espero que, ao menos, lhes tenham agradecido a maratona que fizeram para o término do Orçamento de Estado (OE). Contudo, este agradecimento é altamente improvável. A importância das opiniões e sugestões dos Ministros para a distribuição das verbas do OE pelos respectivos ministérios aparenta ser cada vez mais relativa. Isto se não for insignificante. E mesmo que consigam influenciar alguma coisa já sabem que podem sempre contar com as cativações de Mário Centeno.

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