3. Romper com a estagnação económica

Portugal encontra-se preso num ciclo prolongado de crescimento económico anémico, acumulando décadas de atraso face às economias mais dinâmicas da Europa. Ao longo dos últimos 25 anos, o país tem crescido abaixo da média europeia, o que se reflete em salários baixos, produtividade estagnada, desinvestimento crónico e uma constante fuga de talento jovem e qualificado.

Esta estagnação não é fruto do acaso: é o resultado direto de más decisões políticas e de um sistema económico que penaliza o risco e desincentiva o investimento. Em Portugal, quem empreende é sufocado por impostos e burocracia, a concorrência é travada por interesses instalados, o mercado de capitais é frágil, e a fiscalidade desvaloriza o mérito e o trabalho qualificado. Pior ainda, habituamo-nos a esta mediocridade como se fosse inevitável.

É fundamental recusar esta normalização do fracasso. Portugal tem talento, tem recursos e tem ideias. O que falta é um sistema que liberte esse potencial em vez de o travar. Para isso, é preciso mudar o paradigma económico e acelerar o crescimento com base na liberdade, na inovação e no mérito.

A Iniciativa Liberal propõe um novo modelo económico, centrado em três pilares fundamentais: liberdade, responsabilidade e competitividade. Este modelo assenta numa redução significativa da carga fiscal, na simplificação do ambiente regulatório e na criação de condições favoráveis ao investimento, à inovação e à criação de emprego.

No plano europeu, o atual contexto internacional exige uma resposta firme e estratégica. Com os Estados Unidos a adotarem políticas protecionistas e a Europa a enfrentar entraves à inovação e ao crescimento, Portugal e a União Europeia devem agir com urgência. É tempo de unir mercados, desburocratizar e focar-se nas funções essenciais do Estado, assegurando segurança, bem-estar e prosperidade para os cidadãos europeus.

Romper com a estagnação exige coragem política. Requer cortar amarras ideológicas, enfrentar bloqueios estruturais e ter a ousadia de apostar numa economia mais livre, mais moderna e mais justa. Criar riqueza não é um fim em si mesmo — é a condição necessária para termos melhores serviços públicos, maior mobilidade social e mais liberdade de escolha para todos os portugueses.