O partido Iniciativa Liberal critica a medida do Governo de dar um dia de folga aos pais funcionários públicos para acompanharem os filhos sub-12 no primeiro dia de aulas

O partido Iniciativa Liberal, liderado por Carlos Guimarães Pinto, rejeita todos os benefícios atribuídos à Função Pública por motivos eleitoralistas “que a economia não esteja em condições de atribuir ao resto dos trabalhadores do país”. O partido estreante nas eleições europeias, há um mês, e que obteve um magro resultado de 0,88% nas urnas, refere que “como a história recente nos ensinou”, funcionários públicos e privados “acabarão por pagar todas estas medidas eleitoralistas, se este estilo de governação continuar”.

Em comunicado, o partido Iniciativa Liberal volta a defender que todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei, citando o artº 13 da Constituição da República Portuguesa, uma das bandeiras de campanha às europeias do cabeça de lista Ricardo Arroja.

O jovem partido adianta que, apesar dos inúmeros problemas conhecidos de funcionamento em vários serviços do Estado, o governo decidiu “empobrecer ainda mais o serviço público” ao atribuir folga aos seus funcionários no primeiro dia de escola dos filhos. “Numa altura em que a vida de tantos portugueses é prejudicada com atrasos nos vários serviços do Estado, empobrecer o serviço público desta forma por motivos eleitoralistas é um profundo desrespeito por quem trabalha diariamente para sustentar esse mesmo Estado e espera a mínima qualidade e eficiência na prestação desses serviços”.

Numa tabela comparativa entre os benefícios do sector público versus privado, os liberais sublinham as diferenças ao nível do salário mínimo – €635 no setor público e €600 no privado -, a discriminação do horário laboral – 35 horas semanais no público e 40 horas semanais no privado -, a idade para a reforma antecipada – 55 anos contra 60 anos – e ainda o acesso à ADSE, que uns têm e outros não.

A conclusão da Iniciativa Liberal é a de que Portugal continua a ser um país governado por dois sistemas, em que há portugueses de primeira e de segunda.

EXPRESSO, 21 de Junho de 2019