“Se Rio não une o PSD, muito menos o espaço não-socialista”

Carlos Guimarães Pinto reafirma que o partido irá a votos sozinho em todos os círculos eleitorais e recusa qualquer tipo de acordo pré-legislativas. Líder do jovem partido reage a artigo de Carlos Carreiras, que defende uma AD alargada à Aliança e à Iniciativa Liberal para combater uma supermaioria de esquerda na Assembleia da República

Após ter recusado um convite do Nós, Cidadãos para integrar uma coligação pré-eleitoral com a Aliança, Carlos Guimarães Pinto volta a dizer não a qualquer tipo de corrida conjunta às legislativas e reafirma que o Iniciativa Liberal rejeita coligações pré-eleitorais e pretende apresentar listas em todos os círculos até ao final da próxima semana.

“O partido Iniciativa Liberal não está disponível para coligações pré-eleitorais, negando qualquer rumor de estar envolvido em processos de desenvolvimento de uma coligação pré-eleitoral”, refere em comunicado o presidente do jovem partido. A advertência, apurou o Expresso, é uma reação ao artigo de Carlos Carreiras, publicado esta quarta-feira no jornal ‘i’, no qual o presidente da Câmara de Cascais defende que o centro-direita tem um atalho para evitar a supermaioria ideológica de esquerda.

“Esse atalho escreve-se com duas letras apenas: AD. Uma AD alargada à Aliança e à Iniciativa Liberal”, sustenta o social-democrata, que, face às sondagens do PSD, afirma que o que está em causa nas próximas eleições “não é uma maioria absoluta do PS, mas sim uma maioria de 2/3 da esquerda na Assembleia da República”

Além de referir que mesmo que a decisão de ir a votos a solo não tivesse já sido tomada a 30 de junho, o presidente da Iniciativa Liberal avança não existirem condições políticas para qualquer tipo de coligação, dado que o maior partido dessa área política é liderado por alguém próximo de António Costa. Carlos Guimarães Pinto sublinha que “o suposto líder dessa coligação, Rui Rio, parece mais interessado em posicionar-se como vice-primeiro-ministro de António Costa do que em criar uma plataforma alternativa ao PS”.

Para o partido que debutou nas urnas em maio passado, nas eleições europeias, o programa eleitoral do PSD distingue-se muito pouco do programa eleitoral do PS, lembrando que foi “o próprio Rui Rio a acusar o PS de copiar” as medidas do programa laranja . “Não se pode esperar que alguém que não consegue unir o próprio partido seja capaz de unir o espaço não-socialista e, ainda menos, o país”, afiança Guimarães Pinto, razão pela qual acrescenta que o seu partido não se pode coligar “com quem tem dificuldade em rejeitar claramente o socialismo”.

“É com bastante satisfação que vejo actualmente que existe interesse e atracção pelo liberalismo. Os consensos e entendimentos serão feitos quando fizer sentido – na defesa dos contribuintes – e não por conveniência ou por reação a sondagens menos positivas. Mesmo que o caminho, que definimos, seja mais difícil, queremos que as pessoas votem em nós por defendermos um conjunto de ideias que terão um impacto positivo no país”, conclui.

O partido Iniciativa Liberal já divulgou que Carlos Guimarães Pinto será o cabeça de lista no Porto, enquanto João Cotrim Figueiredo lidera a lista por Lisboa. Nos círculos da diáspora, a Europa terá Suzanne Rodrigues como nº 1, e Filipa Osório encabeça a lista Fora da Europa.

“A principal missão da Iniciativa Liberal é a defesa do indivíduo. Desde a sua fundação, aceite pelo Tribunal Constitucional a 13 de Dezembro de 2017, que se apresenta na defesa das ideias liberais e da consolidação das mesmas a nível nacional”, refere ainda o novel partido.

EXPRESSO, 25 de Julho de 2019

 

 

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