A lista do partido Iniciativa Liberal às Eleições Europeias, o primeiro acto eleitoral ao qual o partido se vai apresentar, tem uma média de idade de 34 anos, paridade de género e vários candidatos independentes (5 nos primeiros 7 lugares).

O economista Ricardo Arroja é o cabeça de lista e Catarina Maia, docente do ensino superior, o número dois. Nuno Morna, coordenador da Iniciativa Liberal na Madeira, vai em terceiro lugar e Ana Vasconcelos Martins, investigadora açoriana e independente, em quarto lugar na lista. O actor Gany Ferreira em quinto lugar, e a criadora de conteúdos digitais Joana Sequeira em sexto lugar, e que representa uma das novas profissões de futuro, são candidatos independentes. Assim como Rui Marrana, especialista em Direito Europeu, que surge em sétimo lugar.

“O futuro da Europa não se constrói com os rostos políticos do passado. Esta é uma lista que junta liberais de todo o país, de várias origens sociais e áreas profissionais. Na sua larga maioria estreantes na política, mas todos com um único objectivo: contribuir, a partir do Parlamento Europeu, para termos mais liberalismo em Portugal e na Europa”, Carlos Guimarães Pinto, presidente da Iniciativa Liberal.

A escolha destes candidatos cumpre os objectivos de representar temas e áreas que têm sido destaque do partido Iniciativa Liberal e que deverão estar no topo das preocupações do próximo mandato no Parlamento Europeu: Liberdade de Expressão, Direitos Humanos, Descentralização e Concorrência Fiscal.
 

 
Lista do partido Iniciativa Liberal às Eleições Europeias:
 

1. Ricardo Arroja, Economista. Ricardo Arroja
2. Catarina Maia Catarina Maia, Gestora e Docente do Ensino Superior.
3. Nuno Morna, Técnico de Informação e Comunicações Aeronáuticas. Nuno Morna
4. Ana Martins Ana Martins, Investigadora.
5. Gany Ferreira, Actor. Gany Ferreira
6. Joana Sequeira Joana Sequeira, Criadora de conteúdos digitais.
7. Rui Marrana, Professor. Rui Marrana
8. Maria Malhão Maria Malhão, Partner Sales Executive.
9. João Serrenho, Engenheiro. João Serrenho
10. Sara Jardim Sara Jardim, Consultora Técnica.
11. Matheus Costa, Specialist Compliance Officer / Gestor de Operações. Matheus Costa
12. Olga Baptista Olga Baptista, Farmacêutica.
13. Diogo Prates, Médico. Diogo Prates
14. Maria Castello Branco Maria Castello Branco, Estudante.
15. João Ambrósio, Advogado Estagiário. João Ambrósio
16. Amanda Dias, Estudante.
17. Cristiano Santos, Enfermeiro. Cristiano Santos
18. Filipa Osório Filipa Osório, Consultora.
19. João Pedro Silva, Estudante – Mestrado em Relações Internacionais.
20. Ana Oliveira Ana Oliveira, Terapeuta Ocupacional.
21. Ricardo Francisco, Gestor. Ricardo Francisco
22. Mónica Coelho Mónica Coelho, Consultora de Comunicação.
23. Bruno Horta Soares, Consultor e Professor. Bruno Horta Soares
24. Leonor Dargent Leonor Dargent, Estudante.
25. Miguel Ferreira da Silva, Jurista. Miguel Ferreira da Silva
26. Angélique da Teresa Angélique da Teresa, Responsável de Marketing e Comunicação.
27. Carlos Guimarães Pinto, Professor. Carlos Guimarães Pinto

 
 
 
Programa Eleitoral do partido Iniciativa Liberal às Eleições Europeias:
 
LIBERDADE, TOLERÂNCIA E PROSPERIDADE
A EUROPA QUE SE PROJETA NUM FUTURO DE MUDANÇA GLOBAL
COLOCAR PORTUGAL A CRESCER NOVAMENTE NA EUROPA
 
INTRODUÇÃO – A EUROPA QUE QUEREMOS

A União Europeia, um espaço de liberdade por excelência, tem sido fundamental na melhoria da qualidade de vida de todos os europeus, incluindo os portugueses. Foi a seguir à adesão à Comunidade Económica Europeia que Portugal teve o maior período de convergência económica em democracia. Hoje, graças à criação do espaço Schengen, temos uma população mais virada para fora, aberta a experiências que estiveram vedadas a gerações anteriores. Graças à liberdade de circulação de bens, temos empresas mais competitivas que importaram as melhores práticas industriais nos seus sectores. Graças ao programa Erasmus, milhares de jovens tiveram a oportunidade de estudar fora do seu país, abrindo-se culturalmente ao resto da Europa. Porém, também é verdade que há mudanças sociais, económicas e culturais rápidas, aproveitadas por grupos políticos radicais para gerar vários tipos de medos. Medos económicos e sociais, que hoje levam alguns a quererem fechar-se e abdicar de muito do que foi conquistado. A gestão política interna faz com que muitos prefiram colocar as culpas da má gestão política do país na União Europeia, em vez de assumir os próprios erros. As consequências desta retórica de desculpabilização dos erros próprios é dar força a visões radicais sobre a Europa. Muitos hoje procuram fechar a nossa economia e as fronteiras. Sentem que, ao isolarem-se dos outros, se podem proteger e, em última análise, ficar numa melhor situação. Tal é, a nosso ver, errado. A cooperação voluntária, a liberdade na diversidade, o convívio tolerante e a concorrência entre diferentes visões trouxeram-nos ao ponto em que hoje nos encontramos: o melhor período da história para se viver, apesar do que dizem radicais de esquerda e direita.

Defendemos, por isso, uma Europa do Estado de Direito, do primado das liberdades civis e da tolerância pluralista acompanhada de responsabilidade, onde a liberdade económica deve ser cada vez maior. Rejeitamos o autoritarismo colectivista e todos os extremismos baseados no medo que, à esquerda e à direita, vêm acompanhados de um forte estatismo. Em Maio de 2019, os Europeus são chamados a fazer uma escolha fundamental. A escolha entre uma Europa mais fechada, com medo de toda a mudança económica e social, e uma Europa aberta que continue com a livre circulação de mercadorias, de serviços, de pessoas e de capitais. Rejeitamos uma visão de futuro binária para a Europa em que as duas únicas opções sejam o recuo nas liberdades fundamentais ou uma integração excessiva. Consideramos que as duas visões se alimentam mutuamente. Querer que o tema tenha apenas dois pólos é caminho aberto para a ascensão de demagogos de ambos os lados. A UE é uma construção inacabada, com estruturas confusas, burocráticas e com défice democrático, mas é graças a este projeto que a Europa vive hoje livre de alguns problemas graves que a acompanharam ao longo da história. É graças à liberdade que este projeto político permitiu que a Europa é hoje um lugar de prosperidade e oportunidade.

Sessenta e sete anos após o tratado de Roma, a Europa vive o seu mais longo período de paz e prosperidade. É essa Europa das pessoas, a Europa em que queremos viver e deixar de legado aos nossos filhos e netos. Defendemos uma Europa com uma visão positiva, que não vê ameaças em todo o lado, tolerante com a diferença e que acolhe a iniciativa privada. Mas esta é também uma Europa que sabe olhar para a realidade política atual e para as especificidades culturais de vários Estados Europeus, que compreende algum cepticismo que existe face a Bruxelas, apesar da maioria das pessoas felizmente continuar a ser europeísta. Esta é a Europa que percebe que não podemos defender um excessivo aprofundamento na integração europeia, sob pena das reações políticas poderem destruir todo o projeto europeu, incluindo tudo o que de bom nos deu até hoje. Defendemos a unidade na diversidade.

Nós, Europeus, apesar das nossas diferenças, aprendemos a cooperar e a tomar decisões conjuntas que determinam o nosso futuro. A Europa já não é só um bloco de várias nações, mas sim um espaço transfronteiriço com um entendimento comum de democracia, justiça e economia de mercado. Nenhum destes feitos deve ser tomado como adquirido, cabendo-nos defendê-los. A UE continua a ser para Portugal uma influência positiva em domínios nos quais o nosso país tem ainda muito por onde evoluir. É o caso da transparência, da justiça, da exigência cívica, da concorrência, e da cultura do mérito. Olhando para o nosso panorama partidário não é de rejeitar completamente a possibilidade de que tenha sido a pertença à União Europeia a impedir Portugal de se ter tornado nos últimos anos na Venezuela da Europa.

Nós, Portugueses, que frequentemente nos vemos como periféricos, arredados dos centros de decisão, que vivemos recentemente uma crise económica com impactos profundos a nível social, somos aqui chamados a decidir o que queremos para a União Europeia. E não podemos deixar de nos pronunciar sobre as escolhas que nos são dadas, sob prejuízo que outros se pronunciem por nós.

UMA EUROPA LIBERAL

Nós, os Liberais, defendemos o primado de instituições liberais e democráticas.
Instituições que promovam a Liberdade Individual, a propriedade privada, um Estado limitado e ao serviço dos cidadãos, o Estado de Direito, mecanismos democráticos de alternância e controlo do poder político, independência de poderes, poderes exercidos localmente e politicamente responsáveis, baixos impostos e regulação amiga do investidor e do consumidor, políticas que não dificultam a criação de riqueza, património, bem-estar.
A União Europeia deve reflectir estes valores, que fazem parte da matriz cultural e política dos povos dos Estados-Membros.

Propomos:

1. Uma Europa de Estados Soberanos.
2. Uma Europa de integração voluntária.
3. Uma Europa de subsidiariedade e descentralização.
4. Uma Europa de mercado livre.
5. Uma Europa que promove o livre comércio.
6. Uma Europa que aprofunda o mercado único.
7. Uma Europa que promove a concorrência fiscal.
8. Uma Europa que reforma os centros de poder e aumenta a transparência.
9. Uma Europa menos burocrática e com regras claras.
10. Uma Europa que combate o extremismo coletivista de esquerda e direita com Pluralismo e Individualismo
11. Uma Europa que é Humana, mas também realista ao lidar com o tema das Migrações
12. Uma Europa que promove a sustentabilidade e aposta na educação e na inovação
 
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