1. O problema original da crise dos combustíveis que se avizinha é o mesmo que afecta vários outros sectores: o corporativismo. Graças a excessiva regulação foi atribuído a um pequeno conjunto de motoristas o exclusivo do transporte de mercadorias perigosas, inibindo a concorrência no sector. Um monopólio que, como em muitas outras situações, é susceptível de ser usado para fins que prejudicam os consumidores.

2. Os motoristas de matérias perigosas têm o mesmo direito que todos os outros trabalhadores a fazer greve. Se esse direito, como em tantos outros casos, é abusado por motivações que vão para além da luta laboral, é um problema da lei que deve ser repensado.

3. O sector dos combustíveis está sobrecarregado de impostos. Hoje o estado absorve a maioria das receitas da venda de combustíveis enquanto os motoristas apenas levam uma pequeníssima parte do preço pago pelos consumidores. Se o governo deseja desbloquear a situação talvez seja boa ideia abdicar de parte dos impostos que cobra dando espaço para aumentos salariais no sector do transporte de mercadorias perigosas.

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