Esta é a primeira vez que o partido concorre a umas eleições legislativas e, em declarações à agência Lusa, o presidente do partido e cabeça-de-lista pelo círculo do Porto, Carlos Guimarães Pinto, destacou algumas das propostas do programa eleitoral.

“As principais bandeiras vão ser a liberdade de escolha – é bastante importante devolver a liberdade de escolha, que as pessoas possam escolher a forma como os seus impostos são gastos – e também a libertação das pessoas do Estado fiscal totalitário que temos hoje”, começou por dizer o líder do partido.

Nesse âmbito, a Iniciativa Liberal (IL) defende a instituição de uma taxa única de IRS, de 15%, que “se enquadra, tanto na redução da carga fiscal, como na simplificação dos impostos, evitando vários tipos de distorções que existem na economia”.

Na ótica do candidato, “toda essa complicação que hoje as pessoas têm e que tem um peso na economia seria reduzida com esta taxa única”.

“Todo este processo de simplificação e redução fiscal, que ajudou outros países a crescerem e a estarem hoje com uma economia mais forte do que a nossa, é só isso que queremos trazer”, sublinhou.

Carlos Guimarães Pinto participou hoje numa conversa organizada pelo partido, que decorreu em Lisboa, e na qual o dirigente explicou algumas das questões defendidas pelo partido.

“Nós falámos aqui um bocadinho sobre isso, da forma como as pessoas têm medo de cada vez que recebem uma carta das Finanças, da forma como as empresas não investem devido, tanto à carga fiscal, como em relação aos problemas que podem resultar daí. E a defesa da pessoa do Estado fiscal totalitário vai ser uma das nossas principais bandeiras também”, apontou.

Neste sentido, a IL defende também a “retirada do poder à administração fiscal, como a questão da execução prévia que hoje tem e que não deveria ter”.

“Passa também por, não só reduzir a carga fiscal das pessoas, mas aquilo que pagam ao Estado, depois poderem escolher a forma como é aplicado, em que escola é que querem que os seus filhos estudem, em que hospital é que querem ser tratados”, acrescentou Carlos Guimarães Pinto.

Assim, especificou, o partido pretende o “alargamento da ADSE a todos os portugueses”, com o objetivo de “aumentar a liberdade de escolha, ou seja, para que as pessoas possam escolher se querem ser tratadas no privado ou no público”.

O presidente da IL advogou ainda que “hoje a restrição da escolha da escola à morada, ao local onde a pessoa vive, é um dos maiores fatores de desigualdade e discriminação no acesso à educação”.

“Nascer num bairro pobre não deve ser decisivo na escola para onde a pessoa pode ir. Se uma pessoa nasce nesse bairro e tem uma má escola, deve poder optar para ir para outra escola, mesmo que essa escola seja fora da rede pública”, vincou.

Notando que “a educação é um dos principais fatores de mobilidade social do país”, Carlos Guimarães Pinto defendeu que não pode haver restrição “a que tipo de escola é que alguém que nasça num bairro pobre tem acesso”.