Os incêndios de Pedrógão Grande foram há dois anos. O Estado que insiste em estar em todo o lado falhou onde mais é preciso: na garantia da segurança das pessoas.

Não esquecemos a desorganização. Não esquecemos como o governo trocou as chefias da Proteção Civil umas semanas antes da época de incêndios para colocar boys do Partido Socialista.

Não esquecemos um primeiro-ministro em férias enquanto se contavam mortos, que segurou a ministra politicamente responsável durantes os meses seguintes e que se recusou a pedir desculpa às vítimas.

O Estado que tinha falido financeiramente em 2011 voltou a falir em 2017. Uma falência operacional, mas acima de tudo moral. Duas falências em 6 anos. Ambas pelas mesmas mãos.

Muitos podem ter esquecido estas duas falências, deslumbrados por uns trocos a mais no salário e a menos nos passes dos transportes. Deslumbrados por uns trocos que pagarão em dobro na próxima falência.

Mas nós não esquecemos. O Estado falhou e, enquanto quiser estar em todo o lado, continuará a falhar onde é verdadeiramente preciso.