Ricardo Valente, vereador da Câmara do Porto com o pelouro da Economia, Comércio e Turismo, segue nas listas da Iniciativa Liberal como candidato independente, garante que apoio ao novo partido não hipoteca a sua motivação pelo projeto do ‘Porto, o Nosso Partido’ para a cidade e que cumprirá mandato no executivo municipal até ao fim

Na estreia em eleições legislativas, o partido Iniciativa Liberal apresenta na lista do Porto, a divulgar no próximo sábado, diversas personalidades independentes ou estreantes na política. No círculo encabeçado pelo líder do partido, Carlos Guimarães Pinto, corre como nº 2 a empresária e membro da Iniciativa Liberal Rita Vilas-Boas, enquanto Ricardo Valente, vereador na Câmara Municipal do Porto, surge em terceiro lugar com o estatuto de não filiado, após ter participado na elaboração do programa do partido na área da economia e empreendedorismo.

O partido, que não chegou a 1% dos votos a nível nacional na últimas europeias, obteve o seu melhor resultado no distrito do Porto (2,1%), mas o vereador eleito pelo movimento independente afeto a Rui Moreira, nas autárquicas de 2017, afiança ao Expresso que, qualquer que seja o desfecho das eleições de 6 de outubro, irá “cumprir o mandato no executivo municipal até ao fim”.

Ricardo Valente debutou na política como independente em 2013, eleito nas listas do PSD à Câmara do Porto, tendo integrado o movimento ‘Porto, o Nosso Partido’ nas últimas autárquicas e assumido os pelouros da Economia, Comércio e Turismo do município. A decisão de integrar agora a lista da Iniciativa Liberal, afiança, “não hipoteca” a sua motivação pelo projeto independente que defende para o Porto, assegurando que já comunicou a Rui Moreira a aproximação à Iniciativa Liberal.

“Falei com o presidente, que não colocou qualquer objeção. No movimento independente, temos liberdade de ação”, diz Ricardo Valente, que justifica a participação como candidato a deputado nestas legislativas por se identificar com as ideias defendidas pelos liberais. “O país atravessa um momento decisivo em termos de desenvolvimento económico, crescimento que só será sustentado e menos sujeito a ciclos externos se o poder for devolvido às pessoas e se inverter a tendência do centralismo dominante”, refere o também docente universitário, regionalista convicto.

Carlos Guimarães Pinto avança em comunicado que “o futuro não se constrói com os rostos políticos do passado”, razão pela qual refere o partido apresenta “listas com liberais de todo o país, de várias origens sociais e áreas profissionais, na sua larga maioria estreantes na política”. Em quarto lugar da lista do Porto, a candidata, também independente, é Paula Gomes da Costa, fundadora e ex-presidente da Associação Porto TechHub, seguindo-se Rui Marrana, mestre em Estudos Europeus que coordenou a área de Justiça na equipa Portugal 2040 no âmbito da Iniciativa Liberal.

EXPRESSO,
10 de Setembro de 2019