Devolver os poderes aos cidadãos e trazer a Europa para Portugal e para os portugueses são os objectivoa da campanha, diz Ricardo Arroja.

O cabeça de lista às europeias do partido Iniciativa Liberal afirmou nesta terça-feira que a sua mensagem é de “irreverência, mas também de credibilidade”, que se move num “eixo vertical”, nem de direita nem de esquerda.

Em Via Nova de Famalicão, Ricardo Arroja, em declarações à Lusa, numa visita ao CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, depois de uma arruada na cidade de Braga, apontou como prioridades da campanha eleitoral “explicar às pessoas os domínios nos quais a Europa tem influência” no seu dia-a-dia.

Do programa eleitoral com que se apresenta às urnas, Arroja destacou a “proposta de devolução de poderes aos cidadãos e trazer a Europa para Portugal e para os portugueses”.

“É cada vez mais na Europa que Portugal faz a sua vida e é também uma oportunidade para os portugueses, um espaço de mobilidade e crescimento económico”, salientou.

Questionado em que lado da política se revê, direita, esquerda ou centro, o candidato explicou que em nenhum destes lados: “Nós, no Iniciativa Liberal, não nos revemos no eixo horizontal esquerda, direita. Aquilo que preconizamos é um eixo vertical em que no topo estão as pessoas e em que o Estado é apenas uma forma de agregar as pessoas”, apontou.

Quanto à campanha para as eleições de domingo, o candidato mostrou-se satisfeito pela forma como tem corrido.

“Tem sido uma campanha muito virada para as redes sociais, para apelar ao público que não se revê a forma como se faz politica em Portugal (…) Temos feito um grande trabalho a passar uma mensagem de irreverência mas ao mesmo tempo de credibilidade, temáticas que possam ser entendidas e que fomentem a aproximação dos portugueses à Europa e trazer a Europa a Portugal”, explicou.

Questionado sobre o nível de abstenção esperado, Ricardo Arroja afirmou ser o “reflexo da descredibilização da classe política”, dando conta, ainda assim, que espera um bom resultado.

PÚBLICO, 21 de Maio de 2019