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Nos últimos dias, os preços de combustíveis continuaram a bater recordes, situando-se já o litro de gasolina em valores superiores aos registados em 2012 e o do gasóleo acima dos verificados em 2013.

De acordo com o Boletim Semanal dos Preços dos Combustíveis da Comissão Europeia, na semana que terminou em 28 de junho, Portugal era o 3º país com a gasolina mais cara e o 5º país com o preço do gasóleo mais elevado entre os 27 países da União Europeia.

Acresce que os países com gasolina e gasóleo mais caro que Portugal têm todos um poder de compra muito superior – tratam-se, sobretudo, de países nórdicos – o que demonstra o peso brutal que a fatura dos combustíveis representa para os bolsos dos portugueses.

A razão fundamental para esta situação é o peso crescente dos impostos cobrados sobre os combustíveis em Portugal. Mais de 60% do custo suportado pelos portugueses a abastecer os seus veículos corresponde ao pagamento de impostos, percentagem que se situa claramente acima da média da União Europeia.

Na verdade, comparando, a título de exemplo, o preço médio de venda ao público em 2008 e em 2021, conclui-se que a cotação do preço do petróleo está agora mais baixa, mas que o preço final é mais alto devido, sobretudo, ao aumento do peso do IVA e do Imposto Sobre os Combustíveis.

Aliás, recorde-se que a governação socialista tem agido em toda esta matéria com uma voracidade intolerável e com evidente má fé. Na verdade, em 2016, quando o preço do petróleo baixou de forma significativa, o executivo de António Costa subiu o Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos para não perder receita, comprometendo-se a reajustar em baixa, no caso de o custo da matéria prima voltar a subir. Tal compromisso, todavia, não foi cumprido.

Num momento de extrema dificuldade para as pessoas e as empresas, o Estado português não só não as apoia – Portugal foi o 2º país da União Europeia que disponibilizou menos apoios às PME, por exemplo, só ficando à frente da Hungria e da Finlândia – como as sujeita a uma carga fiscal cada vez mais incomportável, que as asfixia e que as impede de tentarem retomar as suas atividades. Acresce que os portugueses residentes na maior parte do território não têm qualquer alternativa viável ao transporte individual, como nos centros urbanos. O imposto sobre os combustíveis é centralista.

As pessoas, as famílias e as empresas não podem continuar a ver as suas vidas fortemente condicionadas por um contexto de servidão fiscal em que são obrigadas a prescindir de bem estar, conforto ou disponibilidades para investimento para pagar as opções de uma gestão socialista que privilegia prioridades económicas erradas e promove a ineficiência, os interesses e as clientelas estabelecidas.

Queremos um Estado que pese menos no teu bolso.

#PortugalMaisLiberal